sexta-feira, 2 de abril de 2010

Trabalho de conclusão de Curso em Atendimento Educacional Especializado

Plano de Atendimento Educacional Especializado
2. Relato do problema

Gugu é uma criança que apresenta Disritmia Cerebral, segundo o laudo médico adquirida em conseqüência da falta de oxigênio na hora do parto.
Gugu iniciou sua escolaridade aos 04 anos de idade na educação Infantil, em uma escola comum, Sua escolaridade tem sido marcada por muitas dificuldades para se socializar na escola, por causa de sua agressividade com os colegas e professores e pelo o uso constante de medicamentos que o deixa sonolento chegando a dormir dentro da sala de aula e mesmo recebendo acompanhamento de especialistas como: Fonoaudiólogo, Neurologista e Psicólogos oferecidos pelo centro de atendimento especializado “Dom Bosco”, ele não desenvolveu a comunicação oral, o que deixa os pais muito frustrados por sentirem a dificuldade que as pessoas têm para se comunicar com seu filho e os pais desejam que o filho aprenda a utilizar a Língua de Sinais, uma vez que ele já utiliza alguns gestos para comunicar-se com os pais, para que então possa também interagir na sociedade, já que o filho gosta de ir à escola.
Gugu é de uma família de classe economicamente favorável, é o primeiro dos dois filhos do casal. Os pais estão muito desanimados por não perceberem nenhum avanço escolar do filho, já que ele está a dois anos cursando a mesma série e neste ano a sua freqüência escolar é mínima devido à criança não saber usar o banheiro, fazer uso de fraldas e a mãe precisar ir à escola toda vez que ele necessita de fazer higiene fisiológica. Já que a escola não dispõe de apoio de recursos humanos para atender crianças com deficiência e também por ter aumentado a dose dos medicamentos. Os pais têm muita dificuldade para acordá-lo cedo para ir à escola. Uma vez que a escola de Gugu não tem primeiro ciclo no turno da tarde.
Gugu desloca-se muito na sala de aula e gosta de estar sempre fora da sala, tem dificuldade de concentração tarefas, é agitado, desatento. A professora se sente impotente diante da situação por não conseguir se comunicar com Gugu e fazê-lo alcançar a aprendizagem escolar e também por ter uma sala de aula com 30 alunos o que torna difícil dar uma atenção mais especial para ele. O aluno apresenta dificuldade na coordenação motora fina, no desenvolvimento cognitivo, na comunicação e na sociabilidade/afetividade tanto com adultos como com crianças até porque seus colegas de sala são mais novos que ele.

3. Solução do problema

Gugu tem 09 anos, freqüenta a 1º série da primeira etapa do ensino fundamental, apresenta Disritmia cerebral, agressividade, constante uso de medicamentos, dificuldade na motricidade fina, faz uso de fraldas, é descontraído, agitado, desmotivado e desatento, dificuldade na coordenação motora fina, na comunicação oral, no desenvolvimento cognitivo, na sociabilidade/afetividade.
A solução encontrada para a realização do Atendimento Educacional Especializado está pautada na nova concepção da educação especial, sustentada legalmente que é uma das condições para o sucesso da inclusão escolar para alunos com deficiência privilegiando o desenvolvimento e a superação de seus limites intelectuais, para que possam ultrapassar as barreiras impostas pelas deficiências.
No que se referem as suas potencialidades e como solução do problema é possível que Gugu possa:
- Desenvolver a coordenação motora fina com atividades voltadas à arte;
- Explorar jogos que envolvam funções psicológicas superiores como: memória, atenção, pensamento, linguagem, percepção.
- Desenvolver suas habilidades de comunicação utilizando: a CAA de baixa e tecnologia como: objetos reais, miniaturas, objetos espaciais, fotografias, símbolos gráficos.
- Preparação do ambiente escolar e sala de aula de forma adequada, como o respeito dos colegas para com Gugu, silêncio e tranqüilidade para a realização de suas atividades em sala; uso de metodologias de ensino adequado para que o aluno venha construir conhecimento para si mesmo e com a prática de utilização da CAA espera-se que o aluno amplie sua independência, e que passe a expressar o que deseja, elevando sua produtividade na escola, na família e na sociedade de modo geral propiciando melhores condições de aprendizado e elevação da alta estima, independência comunicativa o que é fundamental para que ele alcance o conhecimento acadêmico.

Tipo do problema

Disritmia cerebral, (DC) é um diagnóstico com alta prevalência no Brasil, pois os critérios usados para defini-la são bem heterogêneos, em conseqüência disso os termos (DC) são empregados em distintas condições. Tais como: deficiência mental, neurose, psicose, enxaqueca, disfunção cerebral mínima distúrbio comportamental, demência e principalmente epilepsia.

Características do aluno

Desenvolvimento Psicomotor: Dificuldade na coordenação motora fina,
Linguagem: Dificuldade na comunicação oral
Desenvolvimento cognitivo: Dificuldade de concentração, motivação, e atenção.
Sociabilidade/afetividade: Agressividade
Aprendizagem: Dificuldades de aprendizagem de conteúdos acadêmicos
Meio social/família: meio sócio econômico estável.

Potencialidades e dificuldades do aluno

Dimensões
Dificuldades
Potencialidades
Desenvolvimento Psicomotor
Coordenação motora fina.
Desenvolver a coordenação motora
Linguagem
Comunicação oral
Utilização de gestos
Desenvolvimento cognitivo
Concentração, desatento, agitado e desmotivado.
Desenvolver a atenção, concentração e motivação.
Sociabilidade/afetividade
Agressividade
Adquirir comportamento de interação social
Aprendizagem
Desenvolvimento das funções intelectuais
Pensamento ele tem bom raciocínio lógico.
Meio social/família
Meio sócio econômico estável
Disponibilidade e interesse da família.

Fatores que podem explicar a situação

Disritmia Cerebral é um transtorno do ritmo das ondas elétricas cerebrais frequentemente associados a estado epiléptico, caracteriza-se por episódios periódicos e transitórios, capazes de alterar o sistema nervoso central consequentemente manifesta-se no comportamento, nas emoções estadas de consciência e transtornos dos sentimentos. Mas deve-se levar em conta que a Disritmia Cerebral não é uma patologia que, portanto essas alterações comportamentais não devem ser associadas ao diagnóstico do aluno. Mas, geralmente, pessoa com Disritmia Cerebral apresenta dificuldade no aprendizado, em manter atenção, deficiência mental e crises epilépticas. Por isso no caso Gugu ele apresenta dificuldades de aprendizagem, comunicação, concentração, desmotivação, agressividade, interação e coordenação motora, porém, com utilização de boas estratégias pedagogas e TA e CAA é possível desenvolver muitas potencialidades e habilidades para que ele desenvolva e supere seus limites.

a) Objetivos

●Propiciar condições para que desenvolva habilidades de comunicação alternativa com a escola e sociedade:
●Desenvolver a coordenação motora fina:
●Preparar um ambiente escolar adequado e tranqüilo que leve o aluno a construir conhecimentos significativos para si mesmo, desenvolvendo a comunicação, atenção, motivação, concentração, sociabilidade e interação.


b) Atividades
Nesse momento o desafio do profissional do AEE é descrever várias situações reais que façam parte da rotina escolar do aluno Gugu apresentando alternativas e recursos que serão aplicados, para isso devem ser iniciados os trabalhos primeiramente com uma avaliação que buscará obter informações e conhecimentos sobre o aluno, suas potencialidades e habilidades esses são os principais requisitos para a introdução da CAA.
· Primeiramente espera-se que na escola de Gugu seja implantada sala de recursos multifuncional.
● O professor do AEE deve orientar o professor da sala comum para que este tenha certeza de como lidar com aluno que apresenta Disritmia Cerebral, sobre o que é como utilizar CAA como:
-prancha de comunicação pessoal será utilizada de imediato nas comunicações entre professora e colegas e todos profissionais da escola em especial para atender as necessidades de comunicação durante a realização das atividades pedagógicas desenvolvidas em sala de aula e na escola de modo geral, sem esquecer que este tipo de comunicação deve ser introduzido aos poucos para que Gugu e todos os demais envolvidos;
-Orientar a professora sobre as necessidades de adaptação, confecção, organização e aquisição de recursos que serão utilizados nas atividades a ser desenvolvidas na sala de aula;
●Orientar a família a respeito na utilização de TA e CAA e sua importância nas situações de aprendizagens;
● Explorar a memória e a concentração utilizando jogos e quebra cabeças:
● Trabalhar com conteúdo na área de arte para que o aluno possa desenvolver a coordenação motora fina, bem como procurar desenvolver a concentração do aluno com atividades de recorte, colagem, desenhos, pinturas, modelagem, escultura, entre outras atividades.
· Os demais recursos e acessórios serão introduzidos aos poucos, dependendo das necessidades, criatividades e objetivos desejados.

C) Ações e Estratégias a serem desenvolvidas:


Em relação ao aluno, à escola e à família devemos: propor estudo do caso e sensibilização a toda equipe escolar, alunos e familiares utilizando-se de palestras, seminários, dinâmicas de grupos, trocas de experiências com familiares que tenham filhos com deficiência. Essas atividades serão desenvolvidas pelos profissionais do AEE em parcerias com gestores para que saibam utilizar e aproveitar o recurso de comunicação em todos os momentos possíveis durante as reuniões pedagógicas e em eventos realizados pela escola;
Realizar encontros com informações tanto para a comunidade escolar (professores, familiares, alunos e demais funcionários) sobre a utilização e importância da Comunicação Alternativa.
Encontros entre a família e a equipe pedagógica da escola para realizar o acompanhamento do desenvolvimento do aluno, bem como, compartilhar informações médicas;
Conscientizar a equipe escolar e alunos de que Gugu é uma criança
capaz de desenvolver uma comunicação Alternativa e realizar as atividades escolares que forem oferecidas pensando no seu bem estar;
● Profissional do AEE juntamente com a equipe gestora deve disponibilizar profissional cuidador para auxiliar na higiene pessoal do aluno;
● Propiciar um ambiente silencioso, calmo, tranqüilo que promova maior desenvolvimento ao aluno;
· Realizar o AEE em horário contrário da sala de aula comum;


d) Recursos Materiais e Equipamentos:

Prancha de comunicação;
Cartões de comunicação;
Pasta de comunicação;
Mesa com símbolos
Avental de comunicação;
Porta documentos/cartões;
Álbuns de fotografias;
Agendas e calendários;
Livros construídos com simbologia da CAA;
Livros adaptados com a simbologia da CAA;
Livros de atividades confeccionados com a simbologia da CAA;
Jogos desenvolvidos com a simbologia da CAA;
Simbologia da CAA nas atividades educacionais;


e) Período

O trabalho proposto acontecerá durante todo o ano letivo, mas deverá ser observado, relatado, registrado e modificado freqüentemente, e/ou quando se fizer necessário reelaborar o plano de AEE de acordo com a necessidade.

d) Resultados esperado

O aluno se adéqüe ao uso dos recursos CAA;
Mudança de atitude por todo corpo docente para com o aluno e comprometimento profissional, disponibilidade para estudo do caso garantindo assim aprendizagem, socialização e superação de seus limites. Para isso deve-se registrar as mudanças observadas em relação ao aluno no contexto escolar. O que foi que contribuiu para as mudanças observadas. De que forma as ações do plano de AEE repercutiram no desempenho escolar do aluno.
O registro deve ser realizado por todos envolvidos no processo de ensino inclusivo, registrado no caderno de acompanhamento do professor, do coordenador do profissional do AEE através de registros e portifolio, contendo inicio da escolaridade, ações realizadas por todos, mudanças e os avanços e não avanços, objetivos alcançados e participação na sala de aula, desempenho nos ambientes da escola, aceitação da TA e CAA, acompanhamento familiar e compromisso e interesse de todo corpo docente envolvido.