domingo, 17 de janeiro de 2010

Atividade do Curso de Aperfeiçoamento em Atendimento Educacional Especializado

Historia da Educação a Distancia no Brasila
Realmente a historia da educação a distancia tem varias e diferentes opiniões de autores o que constata que a educação a distância tem uma longa história onde alguns autores dizem sua origem está nas experiências de educação por correspondência iniciadas no final do século XVIII e com largo desenvolvimento a partir de meados do século XIX (chegando atualmente a utilizar várias mídias, desde o material impresso a simuladores online com grande interação entre o aluno e o centro produtor, que é fazendo uso de inteligência artificial, ou mesmo de comunicação síncrona entre professores e alunos)
Hoje mais de 80 países, nos cinco continentes, adotam a educação a distância em todos os níveis de ensino, em programas formais e não formais, atendendo a milhões de estudantes. A educação a distância tem sido usada para treinamento e aperfeiçoamento de professores em serviço. Programas não formal de ensino têm sido largamente utilizados para adultos nas áreas da saúde, agricultura e previdência social, tanto pela iniciativa privada como pela governamental. No momento é crescente o número de instituições e empresas que desenvolvem programas de treinamento de recursos humanos através da modalidade da educação a distância. As Universidades Européias a Distância têm incorporado em seu desenvolvimento histórico as novas tecnologias de informática e de telecomunicação. Um exemplo foi o desenvolvimento da Universidade a Distância de Hagen, que iniciou seu programa com material escrito em 1975. Hoje, oferece material didático em áudio e videocassetes, videotexto interativo, e videoconferências. Tendências similares podem ser observadas nas Universidades Abertas da Inglaterra, da Holanda e na Espanha.
Mas, alguns autores destacam que o desenvolvimento da EaD pode ser descrito basicamente em três gerações, conforme os avanços e recursos tecnológicos e de comunicação década época.Primeira geração: Foi ensino por correspondência, caracterizada pelo material impresso iniciado no século XIX, em 1939, que surgiu o primeiro curso por correspondência, de Radio técnico. Segunda geração: Teleducação/Telecursos, com o recurso aos programas radiofônicos e televisivos, aulas expositivas, fitas de vídeo e material impresso. Nesta fase, por exemplo, destacaram-se a Telescola, em Portugal, e o Projeto Minerva, no Brasil;Terceira geração: Ambientes interativos, com a eliminação do tempo fixo para o acesso à educação, a comunicação é assíncrona em tempos diferentes e as informações são armazenadas e acessadas em tempos diferentes sem perder a interatividade. As inovações do World Wilde Web possibilitaram avanços na educação a distância nesta geração do século XXI. Hoje os meios disponíveis são: teleconferência, chat, fóruns de discussão, correio eletrônico, weblogs, espaços wiki, plataformas de ambientes virtuais que possibilitam interação multidirecional entre alunos e tutores.
No entanto outros autores como (Moore & Kearsley, 1996) “diz que a historia do Ensino a Distancia evoluiu a través de diversas gerações” como a partir da segunda metade do século XIX, que a EAD era realizada atreves do material impresso enviados pelos correios aos estudantes e no final da década de 1960 e inicio da década de 1970 os educadores começaram a experimentar o uso do rádio, televisão, audio tapes e que a primeira tecnologia que permitiu o EAD foi à escrita e logo depois surgiu o rádio, a televisão e mais recentemente o computador/internet como meio de comunicação que veio dar nova dinâmica ao ensino a distancia. O que nos tras de volta a ideia de que a evoluçao histórica da EAD tem varias e diferentes opiniões de autores
No Brasil, desde a fundação do Instituto Rádio­ Monitor, em 1939, e depois do Instituto Universal Brasileiro, em 1941, várias experiências foram iniciadas e levadas a termo com relativo sucesso. As experiências brasileiras, governamentais e privadas foram muitas e representaram, nas últimas décadas, a mobilização de grandes contingentes de recursos. Os resultados do passado não foram suficientes para gerar um processo de aceitação governamental e social da modalidade de educação à distância no Brasil, entretanto, a realidade brasileira já mudou e nosso governo criou leis e estabeleceu normas para a modalidade de educação a distância em nosso país.
Hoje não podemos negar que a educação a distancia é uma modalidade de ensino de grande importância e que continua sendo discutidas nas ultimas décadas e renovada a cada dia, principalmente com relação às tecnologias de informação e comunicação que são as maiores aliadas da educação a distancia, pois o ensino a distancia é um metodologia de formação que ainda diserta muitas duvida no tocante a utilização e domínio das novas tecnologias de informação que constituem paramentos essenciais para estudar a distancia.
Então podemos dizer que a geração que estamos hoje é sem duvidas a era da tecnologia digital a serviço da educação.

Dicas para receber na escola comum um aluno com Visão Subnormal

Trabalho especialização Tecnologia


No caso deste aluno seria necessário conhecer seu histórico familiar, escolar e clinico, porém como não temos conhecimento do caso apresentaremos abaixo uma simulação de um caso.
Caso
Gabriel nome ficticio é um garoto com visão subnormal, com perceptível déficit cognitivo (baixa visão). Tem 8 anos ainda não esta alfabetizado e vem de uma família de classe social menos favorecida, locomove-se com certa dificuldade, interessa –se por noticias de jornal demonstrando ter compreensão dos fatos, apresenta dificuldade de interação e instabilidade emocional.
Devido á baixa visão e aparentemente o leve déficit cognitivo o trabalho a ser realizado com este aluno deve fundamentar-se no principio da estimulação, e utilização plena do seu potencial de visão e dos sentidos remanescentes, como também na superação de suas dificuldades cognitivas e emocional, visando a sua plena autonomia e independência.
A criança com visão subnormal devera ser submetida a uma avaliação clinica que determine como ela utiliza os resíduos visuais, Pois o resultado desta avaliação funcional vai oferecer as informações necessárias e essenciais da inclusão do deficiente visual no sistema regular de ensino.
Ações e estratégias a serem desenvolvidas com Gabriel ao iniciar sua escolaridade:
· Avaliação clinica da acuidade visual e déficit cognitivo;
· Informação - se o caso é progressivo ou não;
· Busca total parceria e conhecimento do seu contexto familiar;
· Preparar toda a escola e corpo docente para recebe - lo da melhor forma possessível este aluno;
O professor alfabetizador deve levar em consideração todos os aspectos de desenvolvimento de Gabriel a partir dos seguintes princípios:
Qual o grau de perda da visão e o cognitivo?
O que a criança sabe?
Que tipo de experiência teve anteriormente?
Que tipo de atividades lhes foram oferecidas?
O que lhe é significativo neste momento?
Qual o nível de envolvimento da família?
O professor deve ajudar a criança lidar com as frustrações que neste inicio serão muitas e motiva-lo a investigar, pesquisar construir novos significados. Isto irá reforçar sua identidade e construirá a base da futura aprendizagem.
Chegado o momento muito importante que é o de apresentar a escola ao Gabriel.
· Para que se torne independente é preciso que ele conheça sua escola em detalhes, como onde fica o banheiro, bebedouro, cantina porta, janelas, declínios, escadas e mobiliários sempre mostrando pontos de referencias, pistas tetais ou auditivas constantes e fixas é muito importante se algum mobiliário mudar deve-se avisar a aluno e ensinar a nova posição, pois ao fazer uso dos sentidos ele vai aprender a se locomover nos espaços com segurança.
Preparação da sala de aula, que é um dos ambientes mais importantes para a criança com baixa visão:
· Conhecer todo o espaço físico da sala de aula, localização de cada objeto, posicionar o aluno na sala de aula sempre bem enfrente ao quadro no centro da sala.
· Organizar as carteira de todos os alunos em fileiras na sala e orienta-lo a se locomover entre elas.
· A escola deve providenciar sistema de comunicação, adaptado as possibilidades do aluno; sistema Braille, tipo ampliado e recursos tecnológicos como:
Maquina Braille, reglete, punção, soroban, livro falado, lápis 6B, papel pauta dupla, recurso óptico, lupa, luminárias e etc.
· Adequação de material escrita de uso comum, tamanho das letras, relevo com textura softwares educativos em tipo ampliado, computador com sintetizador de voz e periférico ampliado,
Adequação dos objetivos e conteúdos:
· Adequar e enfatizar objetivos, conteúdos e critérios de avaliação dando em vista a peculiaridade individual do aluno;
· Variar a temporalidade dos objetivos, conteúdos e critérios de avaliação considerando que o aluno com baixa visão pode atingir os objetivos do grupo em um período mais longo de tempo, porem deve-se enfatizar que essa suplementação não deve comprometer a qualidade de sua escolarização e sua promoção acadêmica.
· Finalmente e mais importante é que este aluno deve ter um acompanhamento educacional especializado realizado pelo profissional em Atendimento Educacional Especializado com atividades complementares e suplementares especificas de suas necessidades, implementadas de forma conjunta com o professor regente, com a família e os colegas e pelo professor especializado das salas de recursos e ou por meio do atendimento itinerante. Esse atendimento garantirá que sejam reconhecidas e atendidas as particularidades do aluno com baixa visão orientando no Sistema Braille, orientação e mobiliários, utilização do Soroban, ajudas técnicas incluindo informática educativa adaptada e atividades de vida diária, autônoma e social.

conceito de Incluão X Integração

Conceito de inclusão e integração.

A integração é o processo que visa o estabelecimento de condições, da pessoa com deficiência e ou com necessidades educativas especiais de adaptar-se na sociedade, ou seja, a integração não favorece a todas as pessoas, mas somente as pessoas que possuem condições se integrar com modos de vida e condições semelhantes para todos na sociedade. Na escola a integração sugere o atendimento às diferenças individuais nas classes especiais visando à adaptação do aluno para o ensino regular, o que o contrario da inclusão.
A inclusão exige que o poder público e a sociedade em geral ofereçam condições necessárias para todos sem excluir. E na inclusão educacional é a escola que tem que se adaptar para atender as necessidades educacionais de todos os alunos, ou seja, o principio da inclusão é não deixar nem um aluno fora do ensino regular e para isso o sistema educacional deve se organizar e se adaptar par receber todas as demandas educacionais dos alunos
Acredito que as principais implicações práticas que os dois movimentos suscitaram no ambiente escolar foi o principio de igualdade, que na integração as pessoas com deficiências eram segregadas da vida em sociedades e a inclusão garante o direito de igualdade para todos.
E a minha escola aos poucos está conseguindo torná-la uma escola inclusiva, claro que ainda existem algumas resistências de professores que ainda não acreditam nas capacidades que esses alunos têm, mas em minha pratica meu objetivo é torná-los conscientes de que todos os alunos devem aprender juntos sempre que possível, independentemente das dificuldades e das diferenças que apresentem. As escolas inclusivas devem reconhecer e satisfazer as necessidades diversas dos seus alunos, adaptando aos vários estilos e ritmos de aprendizagem, de modo a garantir um bom nível de educação para todos, através de currículos adequados, de uma boa organização escolar, de estratégias pedagógicas, de utilização de recursos e de uma cooperação com as respectivas comunidades, portanto acredito que dentro de bem pouco minha escola será uma escola totalmente inclusiva.