domingo, 17 de janeiro de 2010

Dicas para receber na escola comum um aluno com Visão Subnormal

Trabalho especialização Tecnologia


No caso deste aluno seria necessário conhecer seu histórico familiar, escolar e clinico, porém como não temos conhecimento do caso apresentaremos abaixo uma simulação de um caso.
Caso
Gabriel nome ficticio é um garoto com visão subnormal, com perceptível déficit cognitivo (baixa visão). Tem 8 anos ainda não esta alfabetizado e vem de uma família de classe social menos favorecida, locomove-se com certa dificuldade, interessa –se por noticias de jornal demonstrando ter compreensão dos fatos, apresenta dificuldade de interação e instabilidade emocional.
Devido á baixa visão e aparentemente o leve déficit cognitivo o trabalho a ser realizado com este aluno deve fundamentar-se no principio da estimulação, e utilização plena do seu potencial de visão e dos sentidos remanescentes, como também na superação de suas dificuldades cognitivas e emocional, visando a sua plena autonomia e independência.
A criança com visão subnormal devera ser submetida a uma avaliação clinica que determine como ela utiliza os resíduos visuais, Pois o resultado desta avaliação funcional vai oferecer as informações necessárias e essenciais da inclusão do deficiente visual no sistema regular de ensino.
Ações e estratégias a serem desenvolvidas com Gabriel ao iniciar sua escolaridade:
· Avaliação clinica da acuidade visual e déficit cognitivo;
· Informação - se o caso é progressivo ou não;
· Busca total parceria e conhecimento do seu contexto familiar;
· Preparar toda a escola e corpo docente para recebe - lo da melhor forma possessível este aluno;
O professor alfabetizador deve levar em consideração todos os aspectos de desenvolvimento de Gabriel a partir dos seguintes princípios:
Qual o grau de perda da visão e o cognitivo?
O que a criança sabe?
Que tipo de experiência teve anteriormente?
Que tipo de atividades lhes foram oferecidas?
O que lhe é significativo neste momento?
Qual o nível de envolvimento da família?
O professor deve ajudar a criança lidar com as frustrações que neste inicio serão muitas e motiva-lo a investigar, pesquisar construir novos significados. Isto irá reforçar sua identidade e construirá a base da futura aprendizagem.
Chegado o momento muito importante que é o de apresentar a escola ao Gabriel.
· Para que se torne independente é preciso que ele conheça sua escola em detalhes, como onde fica o banheiro, bebedouro, cantina porta, janelas, declínios, escadas e mobiliários sempre mostrando pontos de referencias, pistas tetais ou auditivas constantes e fixas é muito importante se algum mobiliário mudar deve-se avisar a aluno e ensinar a nova posição, pois ao fazer uso dos sentidos ele vai aprender a se locomover nos espaços com segurança.
Preparação da sala de aula, que é um dos ambientes mais importantes para a criança com baixa visão:
· Conhecer todo o espaço físico da sala de aula, localização de cada objeto, posicionar o aluno na sala de aula sempre bem enfrente ao quadro no centro da sala.
· Organizar as carteira de todos os alunos em fileiras na sala e orienta-lo a se locomover entre elas.
· A escola deve providenciar sistema de comunicação, adaptado as possibilidades do aluno; sistema Braille, tipo ampliado e recursos tecnológicos como:
Maquina Braille, reglete, punção, soroban, livro falado, lápis 6B, papel pauta dupla, recurso óptico, lupa, luminárias e etc.
· Adequação de material escrita de uso comum, tamanho das letras, relevo com textura softwares educativos em tipo ampliado, computador com sintetizador de voz e periférico ampliado,
Adequação dos objetivos e conteúdos:
· Adequar e enfatizar objetivos, conteúdos e critérios de avaliação dando em vista a peculiaridade individual do aluno;
· Variar a temporalidade dos objetivos, conteúdos e critérios de avaliação considerando que o aluno com baixa visão pode atingir os objetivos do grupo em um período mais longo de tempo, porem deve-se enfatizar que essa suplementação não deve comprometer a qualidade de sua escolarização e sua promoção acadêmica.
· Finalmente e mais importante é que este aluno deve ter um acompanhamento educacional especializado realizado pelo profissional em Atendimento Educacional Especializado com atividades complementares e suplementares especificas de suas necessidades, implementadas de forma conjunta com o professor regente, com a família e os colegas e pelo professor especializado das salas de recursos e ou por meio do atendimento itinerante. Esse atendimento garantirá que sejam reconhecidas e atendidas as particularidades do aluno com baixa visão orientando no Sistema Braille, orientação e mobiliários, utilização do Soroban, ajudas técnicas incluindo informática educativa adaptada e atividades de vida diária, autônoma e social.

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